domingo, 30 de setembro de 2012

Pré-mestrado: check.

Ai, gente que divertido!
Tô aqui me entretendo com as milhares de possibilidades de coisas inúteis pra botar no blog. Vocês podem ver que eu coloquei a previsão do tempo pra Lausanne aqui ao lado, então vocês vão saber que eu estou exagerando quando eu falo que está frio. De fato, hoje não está muito frio, só chovendo pra variar. ¬¬

Eu também coloquei uma pesquisa aqui ao lado. ------------------------------------->

Então, respondam! Obrigada. u_u

Pra Alessandra que nunca consegue comentar no blog com o nome dela, eu habilitei essa opção em Anonimus. Veremos se vai dar certo.

Então, eu tinha prometido que ia contar como foi a seleção dos primeiros projetos de mestrado. Aqui na Suíça você faz 2 projetos. No primeiro, você escolhe o professor e mata os colegas pra ver quem faz o projeto com ele. No segundo, você escolhe 3 professores e manda seu currículo, faz entrevistas, etc. O professor escolhe o aluno nessa fase, então é bom ter um dinheiro guardado pro caso de necessidade de suborno acadêmico. A pegadinha é que você não pode fazer os dois projetos no mesmo laboratório, nem que os orientadores sejam diferentes.

Eu fiz duas opções para o primeiro projeto ("pré-mestrado", como eles chamam), como todo mundo. No dia antes do deadline pra inscrição nos projetos, os 60 alunos se reuniram numa arena pra lutar até a morte pelos laboratórios. Foi bem divertido. Tinha projetos com mais de 12 alunos interessados. Então as pessoas resolveram, em vez de se matar, fazer de um jeito muito mais justo, baseado em discussão, argumentação, cessão e concessão. Óbvio que não funcionou, então partimos para "quem tira o maior número nos dados" (um critério de seleção muito mais lógico ¬¬). Como o jogo de dados poderia levar décadas, a colega responsável pela organização imprimiu o nome de todos em papel e distribuiu. Ela pegou chapéu e disse: quem quer o projeto 1492 coloca o nome aqui e nós vamos sortear. o.o Tá, né. Eu esperei até um dos projetos que escolher ser chamado. Por sorte foi o terceiro. Essa era minha primeira opção de laboratório (ninguém queria porque eles pretendem fazer o 2º projeto lá). Outras duas meninas entraram no sorteio (era a segunda opção delas), mas eu consegui persuadi-las a ceder o projeto pra mim, já que era minha primeira opção (e com a sorte que eu tenho, ia ficar com o projeto de coletar cocô de abelha). Além do mais, se elas fossem sorteadas naquele momento, não poderiam concorrer à primeira opção delas. Elas caíram direitinho. Eu nem precisei dizer que tinha amigos no morro do Alemão. A parte ruim é que nenhuma delas foi sorteada para suas primeiras opções. Confesso que me senti um pouco mal por elas.

Depois de umas 3h sorteando os nomes, ainda tinha umas 20 pessoas sem projeto, que não foram sorteadas para nada. Teve uma amiga minha que chegou até a 9ª opção para ser sorteada. Por sorte nós tínhamos 80 opções para 60 estudantes, então no final foi uma correria de quem gritava o número do projeto primeiro e colocava na lista. Tudo muito organizado. Fico imaginando como é na Itália. 

Agora, pensem comigo. Essa baderna foi pra o pré-mestrado, um projeto de 2 meses, sem muito comprometimento. Quando for pro mestrado mesmo, vai sair sangue.
Por essa razão, eu resolvi tentar sair da multidão e arranjar um projeto com um professor que não está na lista. Mandei um e-mail e ele não me respondeu, então eu viu invadir o laboratório dele, bem cara de pau. Quem me conhece da UFSC, USP e UNIFESP sabe que eu adoro fazer isso. Bem, na EPFL não é bem assim. Por pouco não foi expulsa do centro de pesquisa. Precisa de cartão magnético pra tudo naquela universidade, nenhuma porta de abre sem ter suas digitais antes. Então eu tive que agir como uma pessoa normal e ir na recepção. A tia perguntou quem eu era, o que queria, com quem queria falar. Eu falei que queria visitar o lab do prof. Lingner e ela perguntou se eu tinha horário. "Hum... bem, eu mandei um e-mail...". Pelo menos ela resolveu ligar pro cara, mas eu já estava levantando acampamento porque no-way o cara ia me receber. Ele provavelmente nem tinha lido meu e-mail. Para minha surpresa, ele resolveu deixar eu passar. 
Ele estava meio perdido, no meio da aplicação para um financiamento. Ele não lembrava meu nome, mas perguntou se eu era a menina de Cingapura. Foi bem perto. O prof. de Cingapura foi quem me recomendou  esse professor na EPFL, então eu presumi que eles se conheciam de alguma forma. A conversa foi tipo "bla bla bla, nós não temos lugar, sinto muito, só estou te recebendo porque... sei lá porquê. Conversamos de novo quando eu voltar de uma conferência, quem sabe. Mas não deixe de procurar outro lugar. Obrigado por vir, eu entro em contrato. Tchau."
Bem assim. 
Fiquei meio desaminada, sabe como é. Os outros professores também não responderam meus e-mails. Estava num beco sem saída. 
Mas ontem, finalmente eu recebi um e-mail dele marcando uma outra reunião para daqui a 2 semanas. Certo que o professor de Cingapura mexeu uns pauzinhos. :D

Beijos!
(e não esqueçam de votar)

Um comentário:

  1. Votei :D

    Ai que gente nojenta. Esses professores ocupados com suas conferências e financeamentos... u_u nem têm tempo para reles mostais como nós.

    (Eu me considero um verme na escala de evolução acadêmica).

    Beijos!

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